Unir o processo de emagrecimento e saúde mental pode parecer um pouco difícil. Porém, não é impossível. Para isso, é necessário que você leve alguns pontos em consideração, antes de simplesmente se aventurar em uma nova dieta.

Afinal, sabemos que possibilidades de dietas não faltam, não é mesmo? Basta uma pesquisa rápida na internet e já nos deparamos com mil e uma promessas de emagrecimentos incríveis e rápidos.

Entretanto, precisamos ter um olhar um pouco crítico com relação a isso. Para, dessa forma, não correr o risco de acabar tomando atitudes que possam ser agressivas tanto para a nossa saúde física, quanto mental.

Emagrecimento e saúde mental: O que considerar?

Ah, o emagrecimento… Ele é visto de uma forma um tanto quanto glamourizada em nossa sociedade, não é mesmo? É quase como se ele fosse uma regra: “se você está acima do peso, necessariamente precisa emagrecer”.

Mas, quem é que ditou essa regra? E por que, de fato, se tornou uma regra? A partir desses questionamentos, podemos pensar em algumas colocações. Continue lendo e entenda.

A balança não é sua inimiga

Este é o primeiro ponto que eu quero muito que você comece a pensar a partir de agora. A balança nunca foi, nem nunca será a sua inimiga. Sabe por quê? Porque o objetivo dela nunca foi lhe mostrar se você precisa ou não emagrecer, mas sim, apenas lhe dar um dado numérico do seu peso.

Sim, pode parecer um tanto óbvio, mas, o que mais vemos por aí são pessoas que se sentem desconfortáveis, e até mesmo com “medo” de subir em uma balança. Tudo isso porque esta desconfiança foi simplesmente implantada dentro de nós de um modo muito silencioso, porém, muito intenso.

Com isso, passamos a achar que qualquer valor que aparecer na balança será encarado como algo ruim. Chega um momento, em nossas vidas, que independente do que estiver marcando na balança, haverá uma vozinha disparada em nossa mente que diz “perca peso”.

E sabe por que isso acontece? Porque nós nunca nos satisfazemos. Estaremos sempre buscando 100 gramas a menos. Isto é, mesmo aquela pessoa que você julga como magra e como “meta” para você, ela pode também encarar a balança como inimiga e ainda estar se vendo de modo errôneo.

Portanto, a primeira coisa que você deve pensar é: a balança não é sua inimiga. E tudo que ela te mostra é uma informação sobre você, e não um rótulo e tampouco uma ordem de “emagreça mais”.

Não existe corpo ideal

Entendido que a balança apenas lhe apresentará dados sobre a sua massa corporal (e não sobre estar bom, ruim, bonito, feio, etc.), é hora de pensar no “corpo ideal”. Afinal, por que determinado tipo físico pode ser considerado como ideal? Por que, quando pensamos em emagrecimento e saúde mental, logo as pessoas acreditam que necessitam de um ideal, algo perfeito, que precisa ser atingido? Pois é!

Primeiramente, entenda que nada, nem ninguém, possui um “corpo ideal”. Todos nós possuímos apenas, corpos. Corpos gordos, magros, altos, baixos, brancos, pretos, amarelo, pardo, vermelho, enfim!

Pare e pense em quantos tipos físicos existem por aí. Cada qual com sua estrutura óssea, quantidade de pelos, cor de cabelo, disposição dos dentes, etc. Como seria possível padronizar apenas um tipo, entre milhares, como sendo o ideal e o que deve sempre ser seguido?

Eu sei que você deve estar até mesmo pensando que “ok, não existe um padrão igual, mas o corpo magro é mais procurado”, e, até certo ponto, eu tenho que concordar com você! Mas sabe por que isso acontece? Porque as pessoas insistem em buscar este corpo ideal.

Quando alguém está fora desse padrão de beleza, automaticamente essa pessoa parte em busca disso. E isso apenas reforça o que a nossa sociedade quer impor.

Ou seja, permita-se ser quem você é, dentro da sua saúde. Dentro do seu corpo. Dentro do seu ideal! E não do ideal do outro…

 

O foco tem que estar na sua saúde: Imponha-se!

Lembre-se, por fim, que o emagrecimento e saúde mental só caminham juntos quando o seu objetivo está na saúde, e não na imposição. Não permita que outras pessoas digam para você como você deve se ver e ser!

A sua saúde e o seu bem estar físico e mental tem que estar acima de qualquer “regra” que meia dúzia de pessoas estão querendo introduzir em sua vida.

E lembre-se também que está apenas em suas mãos, permitir ou não, que determinado sacrifício seja feito apenas para atingir as expectativas alheias.

Afinal, quando queremos suprir as expectativas alheias, as nossas próprias se decepcionam.  

Camila da Silva

CRP 12/17354