A palavra é simples, mas o seu significado ainda não foi totalmente desvendado.

Afinal, o que é felicidade? Certamente saber o que é alegria, contentamento – emoções recorrentes.

Para alguns é o oposto da tristeza, a natureza de não sentir dor nem física ou espiritual. Ou seja, uma alegria fixa e constante.

Mas para alguns filósofos a felicidade é bem mais que isso – é o sinônimo de uma vista justa e sábia.

É encontrar em si o propósito de sua vida e buscá-los até encontrá-lo ou morrer tentando.

Particularmente acredito que a vida é sim uma jornada, porém acreditar a felicidade é o fim desta é algo, no mínimo, deprimente.

Pois é acreditar que embora destinados a felicidade, há possibilidade de nunca alcançá-la, tornando a vida uma eterna batalha contra esperança, com a possibilidade de nunca vencê-la.

E afinal, a vida vale a pena sem a felicidade – acredito que não. Dor após dor, guerras sem descanso – não pensem que estou confundindo felicidade com alegria momentânea. Após estudar chego a uma conclusão bem mais benevolente do que os filósofos gregos indicariam.

O que é a felicidade?
Felicidade é acreditar que é possível haver uma maneira melhor de viver do que a atual, em sofrimento. De certa forma a esperança é o carvão que deixa a chama da felicidade acesa. Pois esta não tem residência, nem mansão mágica que precisamos visitar para encontrá-la.

A felicidade está dentro de nós, e a vida é uma jornada para que nos encontremos (O livro da felicidade).

Repare que para cada religião, a felicidade é algo distinto. Para Judeus, a simples presença de Deus já é algo para se alegrar, mesmo na fome, mesmo na pobreza – mas para o cristãos tudo o que passamos no plano terreno é uma maneira nos avaliar, para encontrar a real felicidade do plano eterno.

Soa bastante cruel, pensar que para ser feliz nossos dias precisam ser ruins sempre – é claro que a vida, muitas vezes a vida não é justa e passamos por momentos complicados, mas não creio que seja necessário sofrer de forma desmedida para alcançar a felicidade que deveria estar em nós o tempo todo.

Cheguei a conclusão que a felicidade é a junção dos momentos felizes, nós não nascemos para esmorecer em uma jornada sem destino – a felicidade está em nossa própria visão de mundo.

Está nas lembranças felizes e nas pequenas alegrias – que são importantes sim! Fomos criados para ser felizes, nada mais razoável que a felicidade venha de dentro, ao invés de procurarmos o que irá no completar lá fora. Indicando um ciclo repetitivo, que nunca termina ou uma jornada sem fim, onde nada é alcançado.

A felicidade está em criar seu próprio mundo através de suas próprias vontades, está flores nas estradas e não somente no vazio do destino, que não se vê e não se tem segurança de encontrá-lo.

Cada um tem a sua maneira de ser feliz, mas que venha de um acordo consigo mesmo – as alegrias trarão a felicidade merecida após semanas difíceis e até mesmo para o ateus é necessário ter fé no invisível, para crer que estamos o tempo todo dispostos a ser felizes.

Talvez precisemos encontrar um propósito ou um motivo, mas a felicidade está dentro de nós – somos geneticamente criados para sermos felizes. Logo a felicidade não é um merecimento, mas uma sina – algo nos acompanha e dá sentido à vida.

Louise Biolchini