As vitrines vão passando conforme você vai caminhando pela calçada de Ipanema. Seus olhos percorrem os vidros transparentes para ver o que tem dentro: uma peça mais bonita que a outra. “Esta combinaria com o vestido vermelho”, “Eu ando precisando de sapatos”.

“Precisando” é uma palavra chave, porque o que eles expõem em “suas vitrines são objetivos realmente necessário? A maioria vai responder que sim ou “que mal faz um agrado ou outro de vez em quando?”. “Nenhum”, eu respondo.

Mas vamos supor que se olhe estas mesmas vitrines todos os dias, um ou outro você entre na loja e talvez até compre o que deseja! Mas no dia seguinte a novos itens a serem expostos e logo você os quer também.

O objeto comprado já parece sem graça, nem tão amarelo assim. Ele já não te traz tanta felicidade mais e passou-se só alguns dias! Então ele engaveta, ganha teias de aranha e mais objetivos são comprados para acompanhá-lo. Percebe o ciclo gerado aqui?

A felicidade nunca dura, pois o novo logo se torna velho – porém esta não deveria ser a qualidade determinante para ele lhe gerar alegria, já diria Marie Kondo. O novo sempre se tornará velho, está na hora de mudar seu conceito de felicidade.

Pelo o que devo me sentir grato?

Por pequena coisas! Acredite ou não ao olhar as vitrines deixamos de ver um cachorrinho passando, querendo atenção, um homem atraente que lhe sorriu ou talvez até a sorte do sinal verde abrir justamente quando você está passando.

Se olhar ao seu redor, mesmo estando em casa, encontrará objetos que lhe agradem ou o silêncio dos vizinhos, a vista de uma bela árvore da sua janela. São detalhes pequenos, que ao se observar com atenção se tornam grandes e podem ser fruto de prazer. Como é bom poder ter o seu silêncio para fazer suas coisas, não é?

Portanto, seja grato! Não só quando algo grande acontece – pois novamente entrariamos no ciclo de sempre precisar de algo maior para dar gratidão. Agradeça pelas coisas pequenas, as que estão sempre ali, mesmo que já tenha agradecido ontem! Agradeça por acordar hoje!

Se sentir grato faz bem?

Sim! Quando se tem o hábito de agradecer o cotidiano não é mais enfadonho, sentimos alegria com mais frequência e tendemos a ser mais positivos – o que evita o estresse e a ansiedade.

Através da gratidão não nos focamos em sentimos negativos como frustração ou arrependimento, frustração. Quando nos sentimos gratos valorizamos mais os acertos do que os erros.

Segundo a Neurociência, a gratidão está relacionada com a felicidade, pois ativa o sistema de recompensa do cérebro, aquele que produz a sensação de bem-estar. Aumenta a produção de dopamina e quanto mais feliz se sente, mais feliz quer se estar, gerando motivação para novos sonhos e ambições, mas sem se esquecer do que já conquistou.

Uma vez estimulado, esse novo ciclo tende a servir para base para novas visões de vida!

Comece aos poucos, reformulando afirmações negativas da mente, para positivas e tente prestar atenção aos pequenos presentes diários que a vida lhe dá. Aos poucos você irá se acostumar com uma sensação de bem-estar que irá lhe influenciar ainda mais!

Por: Louise N. Biolchini
Bibliotecária e Redatora